
Motoristas que trafegam pelo trecho de 66 quilômetros que liga os municípios de Bataguassu e Anaurilândia enfrentam dificuldades devido às más condições do asfalto. Relatos apontam a presença de crateras profundas e buracos que chegam a ultrapassar dois metros de comprimento ao longo da via.
O problema afeta a trafegabilidade na maior parte da rodovia. Os pontos mais críticos registrados concentram-se entre os quilômetros 10 e 25. Outros locais com grande incidência de danos na pista incluem a altura do quilômetro 40, próximo ao Caraguatá, a rotatória de acesso a Vila Quebracho, e a extensão entre os quilômetros 35 e 60.

Para transitar pela região, os condutores relatam a necessidade de realizar manobras constantes para desviar dos obstáculos, o que compromete a segurança e aumenta o risco de acidentes durante a viagem.

De acordo com as informações apuradas, a via passou por uma operação de tapa-buracos recentemente, entre os dias 22 e 25. No entanto, cerca de sete dias após a conclusão dos reparos, as chuvas registradas na região fizeram com que o material cedesse novamente, reabrindo os buracos.
Atualmente, dos 66 quilômetros que compõem o percurso total entre as duas cidades, poucos trechos apresentam condições adequadas para o tráfego regular de veículos.
Governo do Estado anuncia pacote emergencial para a MS-395 e rodovias do Vale do Ivinhema
Diante do desgaste no pavimento e das reclamações de condutores, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e da Agesul, informou que intensificou as ações de manutenção no Vale do Ivinhema (MS-141, MS-480, MS-473, MS-276, MS-395, MS-134 e MS-475). A rodovia MS-395, que interliga Bataguassu a Anaurilândia, está entre as vias contempladas nas frentes de serviço recentes.
Segundo o Executivo, as fortes chuvas aceleram a abertura de buracos nas rodovias com asfaltamento mais antigo. Para garantir a trafegabilidade na região, o governador Eduardo Riedel autorizou um pacote emergencial de R$ 100 milhões, parte do programa Pro Reveste.

"É uma demanda fundamental, pois a região é corredor estratégico. Essas ações dão uma sobrevida às rodovias e prolongam a vida útil do pavimento até o início das obras estruturantes do programa Crema, previstas para o primeiro semestre de 2027", explicou Riedel.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Guilherme Alcântara de Carvalho, os serviços atuais englobam operações tapa-buraco, limpeza da faixa de domínio e manutenção de galerias, buscando um resultado imediato para a segurança de quem usa a rodovia diariamente. A solução definitiva, segundo o Governo, ocorrerá a partir de 2027, quando 730 quilômetros de rodovias do Vale do Ivinhema passarão por restauração completa e manutenção garantida por dez anos, com apoio do Banco Mundial.
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