
Mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo (25) para eleger o presidente da República, em um segundo turno disputado entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e definirá o chefe do Executivo nacional para os próximos quatro anos.
Em cinco estados (Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins) e no Distrito Federal, os eleitores também escolherão os governadores. Nos demais estados, onde a eleição estadual já foi decidida no primeiro turno, a votação será exclusiva para presidente.
Histórico e propostas dos candidatos
A disputa presidencial apresenta duas trajetórias políticas e visões de governo distintas.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o atual presidente da República e busca a reeleição. Histórico líder sindical e fundador do Partido dos Trabalhadores, seu plano de governo foca no fortalecimento do Estado e na manutenção de políticas sociais. Na área econômica e trabalhista, propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e a valorização real do salário mínimo. Na saúde, defende a expansão do programa Farmácia Popular, com oferta de exames gratuitos, e o fortalecimento do Mais Médicos. Na educação, a promessa é ampliar os Institutos Federais e manter o programa Pé-de-Meia.
Flávio Bolsonaro (PL) é senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Representante da direita, sua plataforma de governo concentra-se na redução do tamanho do Estado e no estímulo à iniciativa privada. Na economia, ele propõe a retomada de privatizações, a redução da burocracia e a criação do programa "Minha Primeira Empresa", voltado para jovens empreendedores, além do corte de pelo menos dez ministérios. Na educação, sugere transferir as universidades federais para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e substituir o atual modelo do Fies por um empréstimo condicionado à renda.
Último dia de campanhas
O pleito acontece após o encerramento oficial das campanhas nas ruas, ocorrido neste sábado (24), marcado por grandes mobilizações no Sudeste do país.
Flávio Bolsonaro iniciou o último dia de campanha em Belo Horizonte (MG), onde agradeceu a recepção de apoiadores, e finalizou com um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em seu discurso, o candidato defendeu mudanças estruturais e criticou a atual gestão, afirmando que o Brasil precisa avançar em áreas como segurança e infraestrutura.
Lula começou o sábado com uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, e encerrou a campanha à tarde com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente demonstrou otimismo com o resultado, fez apelos voltados ao eleitorado feminino e enfatizou a responsabilidade social no momento do voto.
Regras e ordem de votação
Para os locais com duas votações (AC, AM, DF, ES, RN e TO), a ordem na urna eletrônica exigirá primeiro o registro do voto para governador (dois dígitos) e, em seguida, para presidente (dois dígitos). Onde não há disputa estadual, o eleitor digitará apenas os dois dígitos para o cargo presidencial.
A Justiça Eleitoral orienta que os cidadãos consultem o local de votação antecipadamente e, se possível, utilizem o aplicativo e-Título. É recomendado levar os números dos candidatos anotados em um papel, a chamada "colinha".
O uso de telefones celulares dentro da cabine de votação é estritamente proibido. O aparelho deve ser entregue aos mesários antes do acesso à urna.
Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir a fotografia, o nome e o partido do candidato na tela da urna. Em caso de erro, basta apertar a tecla "Corrige" e refazer o procedimento.
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